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Organizações sociais dando um passo à frente
29 set, 2016

Escrito por Fundaes

Nos últimos anos, vem observando-se uma grande expansão do Terceiro Setor, além do crescente reconhecimento da sua importância para a redução das desigualdades e a promoção do desenvolvimento socioeconômico. Porém, na mesma proporção em que este segmento desponta como uma alternativa de inclusão e de busca de soluções, expõe-se a uma série de dificuldades para se manter e alcançar os seus objetivos.
 
Estas entidades vivem num cenário desafiador, tendo que superar diariamente a falta de profissionais para as suas rotinas, a sobrecarga de trabalho, a necessidade de captar recursos para necessidades básicas e até a ausência de ferramentas de gestão.
 
A situação torna-se ainda mais problemática quando se avizinha o marco regulatório do Terceiro Setor, que deverá entrar em vigor em 2016 e exigirá profundas mudanças nas entidades, tais como monitoramentos, prestação de contas, planejamento de ações, melhoria nos processos, entre outras regras. Portanto, este é o momento de começar a preparar as entidades para este futuro que, embora necessário, pode ser uma ameaça a quem não se estruturar.
 
Pensando nisto, a Federação das Fundações e Associações do Espírito Santo (Fundaes) e a Petrobras promoveram o Projeto de Qualificação para a Sustentabilidade (Saiba Mais), contemplando 18 organizações sociais do Estado. O propósito foi prover capacitação em técnicas e ferramentas de gestão, adequando-as às demandas e características do terceiro setor, dando-lhe uma visão mais empreendedora sem perder o foco nas causas que defende. 
 
Ao longo de um ano, as 18 entidades foram capacitadas em planejamento estratégico e modelo de gestão, que eram as necessidades mais urgentes a serem resolvidas. Para garantir que os conhecimentos adquiridos fossem realmente colocados em prática, a metodologia envolveu atividades teóricas e práticas, com acompanhamento e orientações de supervisores de campo dentro das instituições.  Desta forma, além de ampliar as discussões e compartilhar as ações com todos os membros das equipes das organizações, alcançaram-se resultados efetivos da aprendizagem.
 
O projeto proporcionou muitos avanços, com a qualificação do trabalho. Um dos exemplos acompanhados durante este período foi de uma associação no sul do Estado que produz produtos de limpeza e higiene pessoal. Formada por mulheres de pescadores e marisqueiras, todas de baixa escolaridade, a entidade conseguiu fazer o seu planejamento e organizar a sua gestão, implantando controles de produção, comercialização e entrega.
Antes, as vendas eram em ‘fiado”, as associadas recebiam o mesmo valor independente do volume de produção de cada uma, faltavam produtos porque não havia estoque e nem controle de produção. Hoje, elas superaram estas dificuldades, conseguiram dar um salto nas vendas e já estão montando uma loja anexa à área de produção. Até as antigas bicicletas foram substituídas pela contratação de fretes visando transportar os produtos para municípios vizinhos, ampliando o raio de comercialização.
Quando se ouve uma das mulheres dizendo que a meta da Associação é tornar uma marca conhecida em todo o Estado dentro de cinco anos, tem-se a noção das perspectivas de futuro criadas pelo projeto não só para este caso, mas também as demais instituições participantes.
A semente foi plantada, mostrando que as organizações sociais podem realmente ser um agente de transformação de realidades adversas e de geração de oportunidades. Mas para isto, como ficou demonstrado nesta parceria, é importante a integração de ações de apoio, disseminação de conhecimento e troca de experiências entre as partes envolvidas. Quanto mais entidades e empresas envolvidas nestes esforços, maiores serão os benefícios e alcances sociais.

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