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Renova-se a Esperança
24 maio, 2023

Escrito por Fundaes

A maior vantagem da inclusão de projetos sociais é que mais gente entra para a economia, consumindo, produzindo e gerando renda

 

É esperança com fé e caridade. Essa é a maior torcida de um grande contingente de entidades, pessoas de boa vontade, cidadãos que esperam, a cada ano, que aumente o volume de recursos dirigidos aos projetos sociais, via Imposto de Renda.

Constatamos que, infelizmente, é muito pouco o valor efetivamente destinado, quando vemos que poderia ser bem mais.

Vamos aos fatos:

  • Segundo dados da Receita Federal, das pessoas físicas (PF’s) no Estado do Espírito Santo, em 2022, foram efetivamente destinados R$ 2,63 milhões. Apenas 1,7% do que poderia ser, ou seja, um potencial de R$ 154,8 milhões.
  • Para o Fundo da Infância e do Adolescente, nos municípios e estado capixabas, no triênio 2020, 2021 e 2022, foram destinados apenas R$ 4,23 milhões.
  • Das pessoas jurídicas (PJ’s), isto é, empresas, a destinação em 2022 atingiu 7% do potencial, para os fundos da Criança e Adolescente e o do Idoso.
  • Para o Fundo do Idoso, em todo o Estado, foram destinados só R$ 2,42 milhões, somados os mesmos três anos.
  • Há municípios que ainda não constituíram ou que ainda não regularizaram devidamente os seus conselhos municipais da pessoa idosa, tais como Anchieta, Domingos Martins, Fundão, Guarapari, Santa Maria de Jetibá, São Mateus, Serra, Venda Nova do Imigrante, Viana, entre outros.

Quanto dinheiro poderia ter ficado aqui no Estado, apoiando o acolhimento de idosos nas casas abrigos ou crianças e adolescentes no seu desenvolvimento cognitivo, cultural, saúde.

Imagine quanto beneficiaria famílias inteiras, quantos novos empregos no Terceiro Setor, quanta nova renda, quanto mais crescimento econômico e social em cada município.

O cavalo está passando arriado, mas o Espírito Santo não vem montando nele.

No entanto, a esperança é a última que morre. Então vamos à luta, convocando os contadores, os contribuintes do IR e os administradores públicos para que exerçam o seu papel de cidadania fiscal.

Robson Melo é Presidente Executivo da Federação das Fundações e Associações do Espírito Santo (Fundaes) e Engenheiro e Consultor para Sustentabilidade.

Artigo publicado na Revista ES Brasil.

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