O Terceiro Setor reivindica a criação de editorias especializadas em “bem-estar social”, buscando o mesmo destaque já dedicado aos esportes e à economia
Por Robson Melo
Comunicar para sensibilizar e, mais que isso, promover adesão e ação de transformação são tarefas que exigem habilidade e técnica. Para isso, precisamos de gente e meios para contar sobre as histórias transformadoras para a sociedade e, assim, oportunizar que mais pessoas se encantem com as mudanças e se juntem às transformações sociais.
O Terceiro Setor, suas instituições e parceiros contam, para isso, com a ciência da Publicidade, que visa comunicar e convencer o “leitor-doador” a realizar uma ação específica: a doação e apoio às causas sociais.
Daí uma particular satisfação e orgulho das agências publicitárias capixabas que aderem ao “setor cidadão”. Nossa gratidão à Prisma Inteligência de Mercado, que se juntou à FUNDAES há mais de uma década, e a muitas outras que apoiam as entidades deste setor. Um exemplo dessa parceria Publicidade e Terceiro Setor foi apresentado no Festival Colibri: o Prêmio Colibri Social para o Parque Inclusivo, desenvolvido pela Target Comunicação e doado pela Unimed Noroeste à cidade de Colatina.
A ideia de estado de bem-estar social surge no século passado para atender às necessidades sociais. Na sequência, por pressão dos cidadãos, surgem leis para estimular a atividade do Terceiro Setor, vocacionado ao bem-estar social. Dentre essas leis aqui no Brasil, por exemplo, temos as Leis de Incentivo Fiscal, que exigem dos governos a renúncia de parte de sua arrecadação tributária para custear as instituições sociais que compõem o “setor cidadão”.
A parceria entre FUNDAES e Maely proporcionou o Desafio Maely de OOH – Out Of Home -, iniciativa que mobilizou jovens das faculdades capixabas de Comunicação, Publicidade e Propaganda para criar campanha e ampliar a destinação do Imposto de Renda aqui em nosso Estado do Espírito Santo.
[O cenário a ser mudado é que de um potencial de R$ 246 milhões que poderiam custear os projetos sociais, nem 2% disso, mais precisamente R$4,86 milhões, foram efetivamente destinados para beneficiar crianças e idosos, por meio do esporte, cultura e assistência direta.]
Foi vencedora a dupla da FAESA, Ana Elisa e Alyson, que criou a campanha “Destinos que mudam destinos”. Nela, os jovens publicitários afirmam que “cada peça OOH é o começo de uma jornada de solidariedade: a do seu imposto de renda chegando ao destino de quem mais precisa dele para seguir em frente”. Estilizando o Leal – o Leão Solidário da FUNDAES – em versão 3D moderna e carismática, a mascote foi adaptada para cada peça criada.

Dizemos, então, que “quem sabe, sabe; quem não sabe, bate palma”. É o que fazemos: bater palma e agradecer aos profissionais da Publicidade.
Há, no Terceiro Setor, um desejo de que, a exemplo da Publicidade e Propaganda, existam nos jornais e outros veículos de comunicação editorias especializadas em “bem-estar social”, tal como existem as de esporte, economia e mercado. É da característica deste setor cidadão acreditar e apostar nas mudanças.
“A capacidade de promover mudanças cresce com o tempo no indivíduo, à medida que iniciativas pequenas levem gradualmente a outras maiores” (David Bornstein – jornalista e autor de Como Mudar o Mundo – 2006 – Editora Record).

Robson Melo é Presidente Executivo da FUNDAES, a Federação do Terceiro Setor Capixaba e presidente do Asilo dos Idosos de Vitória – Foto: Jerry Apolinário/ES Brasil




